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amargar a saliva no fel imaginário!

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sábado, 21 de novembro de 2009

ESTAÇÃO SALA DE AULA - Passageiros de Araçatuba


Folha e AAL lançam livro de crônicas


No dia 15 /10/2009 - Houve o lançamento do livro de crônicas "ESTAÇÃO SAL DE AULA - Passageiros de Araçatuba", ocorrido no CPP (Centro do Professorado Paulista), em Araçatuba, reuniu centenas de professores da cidade e região, além de autoridades.
O evento contou com a presença de representantes do Executivo, Legislativo, Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), CPP (Centro do Professorado Paulista) e Sinpro (Sindicato dos Professores).

O projeto é fruto de uma parceria entre a AAL (Academia Araçatubense de Letras) e o jornal Folha da Região. O trabalho pretende homenagear os professores, destacando para isso o trabalho de 100 educadores. Eles tiveram suas biografias e fatos curiosos de vida retratados por meio de crônicas.

ADQUIRA SEU EXEMPLAR
- Preço: R$ 20
- Centro: rua Afonso Pena, 638, de segunda a sexta, das 8h30 às 19h; sábados, das 8h às 12h.
- Araçatuba Shopping: piso térreo, de segunda a sexta, das 10h às 22h; domingos, das 13h às 19h.
- Jardim Nova Iorque: Rua Joaquim Fernandes, 445, de segunda a sexta, das 8h30 às 19h.
- Birigui: rua Bento da Cruz, 642, Centro, de segunda a sexta, das 8h30 às 18h; sábados, das 8h30 às 11h.
- E-mail: circulacao@folhadaregiao.com.br
- Telefone: (18) 3636-7707 (horário comercial).

Meio atrasado, mas tá valendo!



 

Crônica Dona Aldah de Lima


ALDAH DE LIMA

Elaine Cristina de Alencar

Biografia
Aldah, filha do jornalista Hildebrando da Costa Lima (falecido) e Dona Lindaura Coelho Lima, nasceu em 15 de maio de 1946, no município de Lupércio, na região de Marília - São Paulo. Iniciou seus estudos em Guararapes, em meados de 1954, na escola Waldemar Queiroz e em seguida mudou-se para Araçatuba, passando por diversas escolas. O Magistério, para se formar professora, fez no IE- Instituto de Ensino Manoel Bento da Cruz; dando sequência, cursou Letras na Faculdade Auxilium, de Lins, onde obteve licenciatura plena. Lecionou para o secundário principalmente no Clóvis de Arruda Campos.

E o reflexo no espelho deixou marcas de suas realizações...

Como disse certa vez Clarice Lispector: “Que ninguém se engane, só se consegue a simplicidade através de muito trabalho”.  E assim foi o caminho traçado por Dona Aldah de Lima. Já bem pequena sentia que sua vocação estava voltada para as letras, desta forma se divertia ensinando os amigos de infância em Lupércio.
         
Sua mãe, Dona Lindaura, foi quem lhe deu as primeiras noções de alfabetização. Aos sete anos, por prerrogativas da profissão do pai, jornalista, mudou-se para a região de Araçatuba. Estudou primeiramente em Guararapes na  escola que estava sob a direção do Professor Valdemar Queiroz, que futuramente recebeu o nome do seu diretor.
         
Sua vida no cotidiano escolar, foi marcada por várias mudanças, pois passou por inúmeras  escolas primárias, fazendo a terceira série no Francisca de Arruda Campos, a quarta no José Cândido, e da quinta à oitava foi agraciada com uma bolsa de estudos pelo Sr. Joaquim Dibo, indo para o Ginásio Araçatubense.
          Suas virtudes estavam estampadas no anseio de ensinar...

          Entre 1961 e 1963 fez o magistério no Instituto de Ensino Manoel Bento da Cruz  formando-se então professora; ali ela concluiu que estava  no caminho certo e foi  cursar letras  na Faculdade Auxilium da cidade de Lins, onde obteve licenciatura plena, no período de 1964 a 1967.
          Já em Araçatuba, sua maior carga horária em aulas de Língua Portuguesa, foi dada na Escola Estadual Dr. Clóvis de Arruda Campos, cujo codinome popular é “Paraisão”. Ainda assim, deu aulas em outras escolas, sempre para o secundário, podendo citar: Joubert de Carvalho, Maria do Carmo Lélis, Luiz Gama e Nilce Maia.
         
Foi responsável pela educação especial na DRE – Divisão Regional de Ensino, no cargo de Assistente Técnica de Supervisão Pedagógica em Educação Especial. A aposentadoria foi concluída como Diretora da Escola Monsenhor Victor Ribeiro Mazzei.
          Hoje seus dias são preenchidos com uma boa leitura de romances, adora escutar música clássica, MPB e cita com muito bom humor  letras da Jovem Guarda, da qual guarda, saudosa, as canções de boas e inocentes letras.
           Sua luta foi de grande valia. Sempre buscando a melhoria do ensino para seus alunos, em todas as instâncias; considera-se uma batalhadora.

           E ao se olhar no espelho, sente completas as realizações plantadas pelo caminho.  Seus alunos, que outrora eram simplesmente ouvintes de suas falas, hoje seguem os seus passos e continuam o seu legado; como a Professora Marly Souto, que foi sua pupila em tempos áureos e lhe rendeu homenagem pela escolha da carreira.

           Sente-se orgulhosa ainda de encontrar ex-alunos, que comentam ter tomado gosto pela leitura através de seu incentivo, pois tinha o dom de saber escolher livros de interesse que prendessem a atenção dos jovens e os despertassem para esta atividade.

           Disso percebo e concluo que, sentíamos os mestres como seres superiores. Verdadeira idolatria em que o víamos como deuses! E , até hoje, este é o sentimento quando se defronta pessoas como Dona Aldah de Lima
.

   
*Elaine Cristina de Alencar é integrante do Grupo Experimental da AAL