Sinta-se em casa...

Eu quero beber a sua alma!
Sentir o seu sabor embebido em mistério...
Consumir a linguagem e
amargar a saliva no fel imaginário!

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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Tem dias que a gente desemboca naquele enredo e não há Cristo que nos faça modificar a razão de ser daquele feito.
Embora eu ache que tudo na vida tem um motivo, não sei se me apego nos termos do destino, ou se o acaso seja o feitor. Bom, também tanto faz né, nunca iremos saber isso mesmo; é tudo uma apologia pra dividir opiniões e criar atritos entre os existencialistas e os pragmáticos.
Muita informação, ninguém no mundo há de saber o que passa na vida constante do alheio, pois tudo o que se vive é único. Os momentos, os contatos vividos diariamente lhe dão a base da sobrevida. Os contatos no trabalho, em casa, com os vizinhos, tudo serve de base para o comportamento diário.
Já nem sei quais são os motivos que nos levam a ficar pensando tanto, e pra que questionar o "andar da carruagem" de outrem ou de aquém. Sabe-se lá porque o ser humano é tão invasivo assim.
Viva e deixe-o viver! Fácil falar, difícil agir...
Todo e qualquer ser humano tem um pouquinho de xereta. Creio que fomos criados assim, desde pequenos no convívio, nos é incutido este sentimento intrometido (infelizmente), é o termo da convivência, da proximidade com os outros.
As vezes nos pegamos até em pensamento invadindo o caminho alheio.
O ser humano é mesmo um intruso, gosta de rastrear o caminho dos outros mesmo sem perceber, quando se dá conta já está lá com o GPS ligado e dando as informações aos alheios.
Gente, não é que se faça por mal, isso foi inserido no contexto da vida de cada um naturalmente, tanto que como digo é difícil perceber quando se está indo para o lado da crueldade, ou simplesmente fazendo um comentário.
Mas existem pessoas que exacerbam nas ações e se tornam maldosas, fazendo disso profissão. São os chamados alcoviteiros. Que todos nós conhecemos aos montes espalhados por aí, alguns até mesmo hilários, que fazem ironias com a carruagem alheia e se exalta, como se aquilo fosse um troféu de sua observação.
Mas no fundo o ser humano poderia se esforçar para fazer uma limpeza nessas atitudes.
Diria mais claramente "olhar o próprio rabo", como dizem em jargões por aí...
Ah, sinceramente quisera eu entender e poder mudar tal estado amorfo despertado em alguns, poder corrigi-los e melhorá-los, mas como fazê-lo?
Simplesmente: nascendo de novo.

Estou por aí...

As vezes me pego num termo saudade, que vem açambarcar meu pensamento.
Existe um abalo na estrutura, a sensação de que algo está faltando e não se sabe o que é.
Uma leve dorzinha assim, lá no peito, como um sentimento de amargura, de um desespero de que algo está mesmo fora do lugar.
É uma sensação de vazio...
A gente procura o motivo, envereda por diversos lugares do consciente e do inconsciente, tentando buscar a resposta, mas nem sempre é possível se descobrir o que falta.
E com isso passamos por diversos momentos que possam distinguir o sentimento ausente; alguns mais marcantes e outros que até ferem a alma, deixando-nos num vazio lamentável.

Ahhhh... o amor!

Ahhh.... o amor!

É engraçado, como nos enredamos para o confronto alheio.
Um cheiro, um toque, um olhar... qualquer indício é sinônimo de uma ruptura interna.
Você se sente assim desconcertado, não sabe para que lado ir...
Se procura, se fica a espera, se vai na direção de encontro, se busca, se cala, se batalha, se beija...
É tão estranho o que se sente, que a gente se perde e fica à mercê...
O sentimento interno bagunça as extremidades e a alma levita, levita e se perde...
O sabor do primeiro beijo, tem a identidade da expectativa de ser correspondido ou não; ter sabor bom ou não e neste momento você sente que o seu coração entra em rebuliço. Sente que a química foi trocada, uma vontade louca de ficar ali sentindo o outro salivar invade sua estrutura e aí a imaginação se faz inteira e haja mesmo imaginação para sentir e sentir mais e mais...
Ahhhh... delícia, o corpo leve, te faz ficar vendo e ouvindo só o que quer...
Não adianta ninguém querer te levar para o desconforto que a sua resposta é específica e programada, quer ficar e estar em alfa o resto da vida!...
Quem não quer?
Quem não quer amar e ser amado?
Quem não quer sentir a pele erigir quando está próximo ao ente amado?
Quem não quer ficar besta, andando e falando sozinho e dando altas risadas sem motivo???
Quem não quer ver seus pensamentos invadidos com os olhares de esguio, querendo penetrar diretamente na sua alma?
Me diga você quem não está sempre assim à procura! (Se já não tem é claro!)
Parece que os movimentos do seu corpo ficam mais leves, você se sente bailar e o pensamento viaja.
De repente você sai e quando percebe está nos arrabaldes de quem quer ver e sentir... Despropositadamente, você reza interiormente para que ele(a) apareça no seu caminho... A mente cria alternativas de encontro, aqueles alheios e aleatórios, que mais dão na cara que você está ali procurando mesmo, o que queria encontrar. Muitas vezes, só o fato de se pensar próximo do outro já dá um alívio a alma e ela tendenciosamente começa a levitar..
Esses momentos são assim de pura magia, você consegue traduzir todos os seus bons gostos e levar uma bela dosagem de bom ânimo.
Tudo se torna brilhante, colorido, tudo tem graça e sabor...
Você não vê a hora de se aproximar daquele alguém, de sentir o seu toque, a sua maciez...
Uma sinergia frenética...
Uma vontade louca de ser e estar com e não desgrudar.
Um momento saudável, de pura euforia transporta a alma para um estado alfa.
Satisfação garantida!
As trocas são eficazes para um bom relacionamento, mas é necessário que sejam em movimento de soma, divisão e multiplicação.
Ah, o amor... nos transmuta, nos invade, nos enternece e nos mantém vivos!
Basta considerar aquele outro ser que te invade como sendo a sua cara metade, o seu desejo e que permaneça.
A tradução do bem estar está em ser feliz com outrem e que a vida seja leve com o caminhar juntos, é tudo que esperamos em vida!

É muito bom poder falar que coisas boas como o sentimento lindo que é amar, elas reluzem nossos ideais de ser e estar...

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Carta ao suposto affair



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CARTA AO SUPOSTO AFFAIR

Ivana não hesitou em escrever uma carta aquele quem sugeria ser seu affair:
"Eu não sei sinceramente o que dizer, mas mesmo assim vou continuar...
Não entendo o ser humano, acabei de crer que é mesmo difícil entender-nos...
E agora??? Não vou me arrepender do que fiz, porque estava confusa, aflita e a partir do momento que partilhei contigo o que estava sentindo; meu interior ficou tranquilo, mas mesmo assim angustiado, agora por ter me exposto e não ter uma resposta deste momento.
Não entendo no fundo, você! Estas suas atitudes, de simples ignorância do fato, me aturdem! Continua agindo como se nada tivesse acontecido, como se nada soubesse, como se o que foi dito não fizera alguma diferença...
Porque começou então???
Perdoe-me por ser assim estranha, sei que as diferenças são altamente gritantes, mas também não sabemos nada do restante do que poderia ser (de uma química que pudesse existir) e pelo visto não poderemos saber... (que pena!!!)
Bom... gostei daqueles beijos e desde então eles marcaram meu cotidiano em lembranças, mas eu não conseguia traduzir aquela sensação, não sei se o efeito etílico tivesse rompido as fronteiras e aquele momento criado tivesse acontecido por simples capricho e o seu afastamento me fizeram entrar em recolhimento e fechar-me como uma ostra; pensando que aquilo tivesse sido, talvez, um sonho, um delírio permanente de uma mente que teima em querer ser feliz e assim vão-se os dias em pleno devaneio... desde então continuei... e, de quando em  vez, sinto uma ebulição dentro de mim, que me entontece e me intriga e lá vou eu, sonhar, divago na intenção de poder existir um elo que una duas almas em busca de... e haja imaginação para lucubrar o que possa vir!...
Eu gosto de trilhar por sensações diferentes, faz à gente se sentir vivo, ter um motivo pra continuar...
Mas, neste momento em que me encontro totalmente devotada ao reconhecimento, me perco e ainda continuo a sonhar...
Dizem que o silêncio é uma forma de confirmação, de aceitação... mas até que isso chegue ao meu entendimento e seja claro ao meu coração, ele vai fazer muitas peripécias para entender e mesmo assim ainda vai ficar confuso... E eu queria uma solução... Como queria mesmo era saber qual a sua opinião a respeito. Diga sim, não ou talvez, mas diga algo, por favor!
Mesmo assim, lhe confesso, que tudo isso está fazendo um bem enorme ao meu "eu", me despertou, me fez voltar às ações de outrora, que tanto amo; fez-me ver que a vida vale a pena (e nunca pensei ao contrário creia!)
Nossa, me sinto de alma leve e simplesmente a vontade de concluir que, se este momento não se materializar, ao menos eclodiu algo que minha essência precisava...
Agradeço-te pois, por este momento!!! Por esta percepção inequívoca, por me fazer ver que, por mais os dias continuarão a existir, mesmo sem uma explicação, mas a dúvida permanecerá e que seja feita a tua vontade, mas também pense em poder dar um rumo às expectativas de alguém que clama por um esclarecimento simples e de direito em seu ver.
Seja feliz e que a recompensa lhe seja assim como um presente e que independente de sua resposta, creia, nada no mundo poderá destituir o que foi dito e afirmo que isto ficará guardado como algo bom de se sentir, haverá um sincero despertar todos os dias com um sabor de quero mais...”
E assim, Ivana não tendo mais como divagar, lançou-se à espera...

Elaine Cristina de Alencar (Membro do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras)