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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Momento de repensar...


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Vida

Artigo: Momento de repensar...

Elaine Alencar

Quarta-feira - 18/02/2009 - 03h01

Em pleno século XXI e ainda vemos e sentimos na pele muito descaso em toda parte.
Parece que as coisas acontecem como uma avalanche, quando você olha para trás está tudo destruído, isso quando consegue manter-se vivo. Neste caso a metáfora é muito bem empregada, porque em alguns casos os estragos feitos são irreversíveis e devastadores.
No caso de um tratamento interpessoal, os estragos são avassaladores e não visíveis, porque o sentimento de impotência e de raiva que se instala e passa pela corrente sanguínea, deixa a pessoa em um estado de torpor, algo que ninguém percebe e acha que seja normal, no termo de um jargão mais popular: "o outro que se dane!"
Ah, me diga, quem em algum momento não passou por uma situação de indignação diante de um vendedor de loja, de uma recepcionista, de um gerente ou de qualquer outro ser que se acha superior e no direito de insultar, agredir verbalmente ou maltratar alguém?
Muitos não têm reação imediata e amargam dentro de si uma sensação de perda e impotência arrasadoras, ficam com aquele sintoma martelando e sucumbem à raiva até esta sumir e sofrem por isso; outros já explodem imediatamente, fazem besteira por se sentirem ultrajados diante da situação, xingam, esperneiam e se fazem ser escutados na hora; muitos buscam seus direitos fazem de tudo para terem seu espaço preservado e seus direitos respeitados.
O que ainda acho um absurdo é tanto desrespeito assim com as pessoas; num mundo dito globalizado, cheio de limites impostos por leis, defesa de direitos e as pessoas ainda se prestam a tratar o seu semelhante com desprezo, desdém?
Em tempos de crise é melhor que as empresas comecem a repensar os seus métodos para atrair e manter seus consumidores como aliados e também as pessoas, de forma geral, deveriam atuar de forma mais profissional e cordial diante de seus semelhantes levando-se em consideração que em algum momento, todos somos consumidores.

Elaine Alencar é membro do Grupo Experimental da Academia Araçatubense de Letras

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

A IDADE DA LOBA

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(atrasado, mas publicado! =P)
Vida
Soletrando: A idade da loba
Elaine Alencar Terça-feira - 11/11/2008 - 03h01
"É depois dos 40 que a vida começa!"
Já ouvi muitas vezes essa frase, e por muitas vezes me fez pensar: "Será isso mesmo?".
Pois agora, eu posso dizer com propriedade de causa: é depois dos 40 que o bicho pega mesmo! O que seria isso, alguns vão perguntar. Isso só pode ser revelado por quem está nesta fase, ou que tenha passado por ela; só digo uma coisa, se você é jovem, curta a vida freneticamente e com vontade, que quando você chegar aos 40 estará apto a entender o que todos os quarentões dizem a respeito.
As mudanças vão surgindo e o que reflete os novos dias é de um colorido intenso, as tendências de modismos vão ficando para trás, trazendo o gosto do velho carvalho em cada momento que a gente encara a novidade, percebendo que aquele tempo todo em que estivemos alimentando o corpo foi mesmo o processo de decantação de um velho conhaque.
O termo idade da loba foi propalado depois da publicação do livro de Regina Lemos "Quarenta - a idade da loba!".
Como uma das pioneiras da revolução sexual, resolveu publicar um livro sobre a situação das mulheres que, como ela, viveram as turbulências dos anos 60.
Ela se referia a essas mulheres como lobas, em alusão aos tempos em que elas se rebelaram contra a condição de chapeuzinho vermelho, para se equipararem aos homens, ou o lobo mau. Embora essa possa ser considerada uma idade especial para a mulher, na verdade, não tem nenhuma relação com o animal.
A relação que existe é que a partir dos anos 60 o lobo mau passou a se entender com a loba e não mais com a chapeuzinho vermelho. Estava decretado o fim do sexo frágil.
A idade da loba e do lobo deve ser encarada como uma fase de mudanças emocionais, de cuidados com a saúde, da aceitação física e da mudança do estilo de vida. Estas transformações estruturais deixam homens e mulheres sedentos por novas experiências. Elas podem ser gratificantes quando se troca a busca pela juventude, pela qualidade de vida e pelo rearranjo interno.